1 Comentário
Numa altura em que as conversas mais badaladas giram em torno de um mesmo tema – a crise -, o desacordo procurou mostrar o que de melhor se faz, desde cedo, no panorama nacional académico. Aqui estão quatro exemplos a seguir, se assim o entender.
Roberto Estreitinho
Trabalha há cerca de dois anos numa agência – Live Content -, onde explora o mundo virtual em prol das designadas estratégias digitais. Aí passou de Community Manager a Account, para agora exercer a função de Head of Community. Foi no ISCSP que se licenciou, em Ciências da Comunicação, e é na Católica que frequenta o segundo ano de um mestrado na área de marketing. Mas não se fica por aqui. “É muito importante termos um nome no mercado e não apenas associado a uma empresa. Não é o meu local de trabalho que me define, mas sim eu”. De facto, foi em 2011 que, a convite de uma colega de faculdade, elaborou um trabalho digital relacionado com um blogue pessoal. A experiência foi então decisiva para, em 2012, lançar uma ideia paralela às restantes de cariz profissional. E de que projecto se trata? “O projecto sou eu”, garante, enquanto explica querer lançar-se como consultor freelancer, cujo objectivo último visa aproximar uma dada marca do seu cliente, através de duas ideias principais – proximidade e utilidade. E passa tudo por uma questão de auto-promoção: “No fim do ano passado criei um blogue e comecei a pensar em mim como uma marca. Nele escrevo sobre aquilo que gosto de fazer”. E porquê? Para ter uma voz e assim estabelecer uma relação de confiança com os demais parceiros digitais, criando, consequentemente, uma apta rede de contactos.
Hugo Almeida
Tem 23 anos de idade, acabados de fazer, e encontra-se a tirar o mestrado em Ciências da Comunicação, variante em marketing e publicidade, na Universidade Católica Portuguesa. A somar à experiência académica referida está uma vida profissional ainda curta. Mas não é do Hugo, estudante ou estagiário, de que falamos, mas sim do Hugo escritor, que lançou, há poucas semanas, o seu primeiro livro e já com o cunho da Chiado Editora. O mesmo conta a história de um escritor que, certo dia, se encontra com as personagens por si criadas. “O Cortejo”, nome sujeito a interpretações várias, aborda este relacionamento atípico e discreto, debruçando-se, igualmente, na génese das relações humanas e no choque entre personalidades díspares. Inspirado num texto escrito por si próprio há cerca de três anos, depressa se tornou num trabalho completo quando resolveu dedicar-lhe todo o tempo livre disponível. Agora, na primeira edição e com 500 exemplares, é um já motivo de leitura (à venda na Bertrand, via online, e em alguma livrarias independentes).
Para mais informações consulte o site www.aliteracaoemh.wordpress.com.
Susana Fétal Soares
Se tiver prestado atenção vai concluir que a arte de Susana já não é completamente desconhecida – e ainda bem. Apesar de não ter concluído, por enquanto e por opção própria, o curso de arquitectura, tem um outro em design industrial. Já a experiência profissional fica à mercê dos muitos anos dedicados ao rótulo de «designer freelancer», mas, feliz ou infelizmente, Susana já não tem tempo para tal, dado o sucesso em crescendo da sua marca. Chama-se “Sushie”, nome derivado da sua alcunha de infância, e surgiu em 2010. Focada em acessórios, com especial destaque nas muitas malas de estilos diferentes que produz, é a concretização de um sonho e a profissionalização de um hobbie – “Queria arriscar e sentir-me realizada a trabalhar nas minhas coisas que, até então, estavam na gaveta. Foi a atitude mais acertada. A marca cresceu imenso e o público acarinha-me muito”. Daqui a dez anos espera levar o negócio além fronteiras e com mais produtos criados, mas, por enquanto, vai apelando à audiência académica, até porque o essencial é mesmo “ter os pés na terra e a imaginação a voar”.
http://www.sushiedesign.blogspot.com/
Pedro Ramos
Atenção, “vontade” e “trabalho” são dois grandes amigos de Pedro. Já trabalhou como coralista, na Gulbekian e em várias formações a cappella (como os Upper West Sound), pisou palcos bem conhecidos, como o do Avery Fisher Hall, participou em diversos recitais, como pianista, e já teve cerca de uma dezena de estreias tanto em Nova Iorque como em Lisboa, enquanto compositor. E isto é dizer pouco. Actualmente, dedica-se a concluir o BM em Classical Composition na Manhattan School of Music, de onde regressa em Maio. E é aqui, em solo português, que pretende dar asas a diversas ideias, por enquanto em clausura mental, tal como a fundação de um grupo a cappella em Lisboa. “A ideia é reunir cerca de dez coralistas e abordar um repertório bastante eclécticos, que cubra desde motetos do Renascimento a quartetos de Barbershop”. Em breve serão agendadas audições para colaborações voluntárias (pedrolsramos@gmail.com). Um passo de cada vez…
By anamarques